"Estudo, Oração & Apostolado" : uma crônica

Eu sou o mais novo entre três irmãos. Quando eu tinha 7 anos, os meus irmãos mais velhos participavam do Clube Juvenil e eu não entendia por que eles desapareciam aos sábados de manhã e sempre voltavam muito felizes, contando histórias de suas aventuras, competições realizadas no clube juvenil. Eu ficava com uma grande inveja e também um grande desejo de começar a frequentar do clube.
Quando completei a idade prevista, meu pai me levou para o Clube Antares - Grupo 1, todos os sábados. Entendi por que os meus irmãos voltavam alegres: o ambiente acolhedor, divertido, com esportes e jogos, competições e passeios; a formação espiritual, as meditações e direção espiritual ajudaram a fazer oração e ter intimidade com Deus.
Aos 13 anos, comecei a frequentar o G2 do Clube Antares. A monitoria de estudo estava sendo implantada e esta “novidade” causava certa estranheza para os meninos acostumados ao clima mais descontraído. Ao mesmo tempo, a monitoria despertava um certo fascínio, pois em outros Clubes tinha a fama de ser um grande apoio na formação.
As monitorias de estudo consistiam em conversas curtas e semanais com o monitor, que nos auxiliava nos estudos e também na vida de oração. No início, não pensei que seria tão eficaz, e nem imaginava quanto aquelas monitorias fariam diferença nas nossas vidas.
Meu monitor chamava-se João Paulo, ele foi muito simpático e acolhedor com todos, era o melhor aluno do Instituto de Física da UNICAMP.  Ele era sempre alegre, o que nos agradava ao fazer as monitorias com ele. Não há dúvida também que era muito paciente, pois ensinar algo sobre estudo e vida interior para eu e meus amigos, não deveria ser nada fácil.
As primeiras fichas eram simples, com perguntas como “qual a sua matéria favorita?”, “onde colocará a folha de horas?”, “quando vai colocar a folha de horas?”, “em que lugar estuda?”, e outras desse tipo. Porém, ao longo que os números das fichas avançavam, as perguntas se tornavam mais sérias e relevantes, começava-se a estabelecer metas de estudo, analisar pontos de caminho sobre a santificação do trabalho, perguntas que mostravam a importância de ter um plano de vida, que incentivavam a presença de Deus na escola, e etc. as conversas com o monitor eram sempre ótimas, que tocavam a alma e davam muitos frutos.
Lembro-me que depois de 4 meses já fazíamos o plano de vida diariamente e competíamos as vezes para quem estudava mais. É claro que com tudo isso, o meu desempenho na escola começou a melhorar muito.
Um dia, a coordenadora da escola ligou para os meus pais. Ela queria conversar com eles para compreender a mudança que estava acontecendo no meu comportamento. A minha mãe achou que eu tivesse feito alguma “arte”. Mas a coordenadora queria saber o que fez melhorar o desempenho na escola. A minha mãe explicou as atividades do Clube Juvenil e a monitoria de estudo que despertou a curiosidade da coordenadora.
A monitoria de estudo também me ajudou a ser mais apóstolo. Marcou-me um dia quando o João Paulo me explicou o ponto 340 de Caminho. Não me lembro das suas palavras textuais mas recebi um forte impulso para fazer apostolado.
Com os três pilares: estudo, oração e apostolado percebi que Deus queria algo a mais de mim... hoje sou monitor de estudos dos novos sócios do G2. Espero ajudá-los a encontrar a missão que lhes corresponde realizar em suas vidas, pois este é o serviço que me corresponde realizar no Centro do Castelo.

Saiba mais

Profa. Dra. Guadalupe será beatificada

No dia 18 de maio haverá em Madrid a Beatificação de Guadalupe Ortiz de Landázuri. Uma das primeiras mulheres do Opus Dei e foi um grande apoio a São Josemaria Escrivá.
Formada na Faculdade de Química em 1940, começou a trabalhar como professora em dois colégios. Em 1944, encontrou-se com São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, que lhe descortinou um panorama novo para a vida espiritual. A partir deste momento, Guadalupe dedicou-se totalmente à sua vocação como numerária do Opus Dei.
Destacou-se pelo seu desejo de amar a Deus e dá-Lo a conhecer aos outros. Passava longos períodos de oração diante do sacrário. Tinha muita devoção a Nossa Senhora, especialmente à Virgem de Guadalupe.
A pedido do Fundador do Opus Dei, começou o trabalho apostólico no México em 1950, onde permaneceu até 1956. Ali deu início a várias residências para estudantes, uma escola agrícola e outras iniciativas.
Uma doença cardíaca reduziu a sua dedicação aos trabalhos externos mas não o seu sorriso. Recuperando-se de uma intervenção cirúrgica, em 1958 retorna a Madrid. Ali desenvolveu um projeto de doutorado no Departamento de Quimica do Laborat